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Foto: JAMIE SQUIRE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
A polêmica envolvendo a suspensão da punição aplicada ao atacante americano Folarin Balogun ganhou um novo e importante capítulo nesta segunda-feira. A Uefa divulgou uma nota oficial de tom incomum para criticar duramente a decisão da Fifa de liberar o jogador para atuar nas oitavas de final da Copa do Mundo, classificando a medida como “inédita, incompreensível e injustificável”.
Em uma manifestação rara contra a entidade que governa o futebol mundial, a Uefa afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” ao suspender, durante o andamento da competição, o cartão vermelho recebido por Balogun diante da Bósnia e Herzegovina.
“O futebol, como qualquer outro esporte, baseia-se em regras, o qual são o fundamento de uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras estão sujeitas à interpretação. Neste caso, não estão”, afirmou a entidade europeia.
A declaração representa a crítica institucional mais contundente feita até agora ao episódio, que já vinha sendo tratado por dirigentes, federações e especialistas como um dos mais controversos da história recente das Copas do Mundo.
Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina após uma entrada em Tarik Muharemovic. Pelo Código Disciplinar da Fifa, a punição previa suspensão automática por uma partida, sem possibilidade de recurso.
Ainda assim, dias depois, o Comitê Disciplinar independente da entidade decidiu suspender a punição, permitindo que o atacante enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final.
A justificativa apresentada pelos Estados Unidos foi de que o protocolo do VAR teria sido utilizado de forma inadequada. Segundo os advogados da Federação Americana (US Soccer), o árbitro teria sido excessivamente influenciado por imagens congeladas e em câmera lenta durante a revisão do lance.
Como o regulamento não prevê recurso para cartões vermelhos, a Fifa encontrou uma solução inédita: manteve a expulsão, mas retirou apenas a suspensão automática.
Fonte: O Globo