Marinho tenta defender Eduardo Bolsonaro e ataca STF por investigar atentado à soberania nacional

Foto: agência senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, usou a tribuna do Senado para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) após a Corte abrir inquérito contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A decisão do STF atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), diante de declarações de Eduardo que, segundo os investigadores, podem configurar atentado contra a soberania nacional.

Ignorando a gravidade das acusações — que envolvem declarações feitas nos Estados Unidos contra instituições brasileiras — Marinho afirmou que há uma “tentativa do Poder Judiciário de cercear a liberdade de expressão e de opinião pública no país” e disse que isso o “indigna como cidadão e como homem público”.

Para justificar sua crítica, o senador comparou o caso com ações do Partido dos Trabalhadores (PT) entre 2017 e 2018, quando a legenda levou denúncias sobre o golpe parlamentar de 2016 e a prisão política de Lula a organismos internacionais como a ONU e a OEA. Segundo Marinho, o PT “percorreu vários órgãos internacionais… para denunciar o Judiciário brasileiro, para denunciar o Governo brasileiro, afirmando que havia ocorrido um golpe no Brasil, afirmando que o Presidente Lula era vítima de uma trama judicial”.

O senador alegou que, à época, os petistas “eram vistos como democratas”, e agora, segundo ele, “num combinado, o Líder na Câmara dos Deputados do Partido dos Trabalhadores aciona o Supremo Tribunal Federal”, referindo-se ao pedido de investigação contra Eduardo Bolsonaro.

Marinho também questiona a legitimidade das ações do STF e da PGR, afirmando que Eduardo apenas teria “denunciado arbitrariedades, truculência, inquéritos inquisitoriais em que não se tem mais a figura do juiz natural”.

Na fala mais polêmica, o senador sugere haver uma “ameaça implícita” de prender Jair Bolsonaro por apoiar o filho, acusando o Judiciário de tentar “emudecer o maior líder popular deste país” — ignorando as investigações em curso que apontam para atos antidemocráticos.

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