Após ser barrado nos EUA, árbitro da Copa é recebido por multidão na Somália

Foto: Abuukar Mohamed Muhidin/Anadolu/Getty Images

 

Após ter sua entrada nos Estados Unidos negada e ser afastado da Copa do Mundo, o árbitro Omar Abdulkadir Artan foi recebido por centenas de apoiadores e autoridades nesta quarta-feira (10), ao desembarcar em Mogadíscio, capital da Somália.

“Prometo a vocês, se Deus quiser, que estarei presente na próxima edição”, disse o árbitro, enquanto uma multidão agitava bandeiras da Somália. “Quero que o público somali se conforte com isso e mantenha a confiança.”

Artan havia sido escalado pela Fifa para integrar a equipe de arbitragem do torneio e seria o primeiro somali a apitar partidas em uma Copa do Mundo. Ele foi eleito o melhor árbitro masculino do continente africano em 2025.

A entrada do árbitro foi negada no último sábado (6), no Aeroporto Internacional de Miami. Em nota, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos informou que a decisão ocorreu por “preocupações relacionadas à verificação de antecedentes”, sem dar mais detalhes.

A Fifa afirmou que não tinha capacidade para influenciar a decisão, que seria de competência exclusiva dos Estados Unidos, um dos países-sede do Mundial, ao lado do México e do Canadá.

“A Fifa não intervém nos processos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos, e as autoridades a informaram de que a situação de Artan não mudará por enquanto”, afirmou um porta-voz. “Assim como em eventos anteriores da Fifa, é o governo anfitrião que determina, em última instância, quem recebe um visto e quem pode entrar em seu país.”

De acordo com a embaixada da Somália no Quênia, responsável pelo processo, Artan havia recebido visto para viajar aos Estados Unidos poucos dias antes.

A decisão das autoridades americanas gerou críticas internacionais e levantou questionamentos sobre a capacidade dos Estados Unidos de sediar o torneio. A Somália está entre quase 40 países afetados por novas restrições de viagem adotadas pelo governo do presidente Donald Trump como parte de sua política anti-imigração.

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