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Foto: Fabiane de Paula.
A Justiça Eleitoral do Ceará condenou o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) pelo crime de violência política de gênero por uma série de comentários contra a atual prefeita de Crateús, Janaína Farias, na época em que ela exercia o cargo de suplente de senadora pelo Ceará. A defesa de Ciro pode recorrer da decisão.
Na decisão desta segunda-feira (18), o magistrado condenou Ciro a 1 ano e 4 meses de reclusão e pagamento de R$ 4,2 mil de multa. Porém, a Justiça trocou a pena de reclusão por cumprimento de penas alternativas: Ciro deve pagar 20 salários-mínimos a Janaína e 50 salários-mínimos a entidades de proteção dos direitos das mulheres no Ceará.
A prefeita de Crateús, Janaína Farias, publicou uma nota em que classificou a condenação de Ciro como uma “vitória das mulheres”.
“A Justiça acaba de condenar o sr. Ciro Gomes por violência política de gênero. Fui a vítima, assim como tantas mulheres neste país, e a decisão é um alento. Não podemos relativizar a misoginia jamais. Informo que o valor que ele terá que pagar, 70 salários mínimos, doarei integralmente às entidades ligadas à proteção dos direitos das mulheres”, afirmou.
Em nota enviada ao g1, Ciro Gomes disse acreditar que “as instâncias superiores saberão fazer justiça e analisar o caso fora do calendário de interesses eleitorais”. O ex-ministro é pré-candidato ao governo do Ceará.
As declarações pelas quais Ciro foi condenado foram dadas entre os meses de abril e maio de 2024, logo após Janaína tomar posse como senadora. A diferentes veículos de comunicação, Ciro chamou Janaína de “cortesã”, afirmou que ela “organizava as farras” e era “assessora para assuntos de cama” do senador Camilo Santana (PT), do qual ela era a segunda suplente.
Fonte: G1