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Foto: Reprodução You Tube
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou neste sábado (11) que Israel não abrirá mão do controle na Faixa de Gaza sob nenhuma circunstância, mesmo se o conflito contra o grupo armado Hamas acabar. Na mesma data, milhares foram às ruas em Tel Aviv, contrários ao direcionamento que o líder de Israel tem dado à guerra.
Durante discurso televisionado, ele declarou que as forças militares permanecerão no enclave “enquanto for necessário”, sob justificativa de evitar que seja usado como base para “ataques terroristas contra Israel”.
“Falando no dia seguinte [após a guerra], observo que este dia chegará somente após a liquidação do Hamas. Gaza será desmilitarizada. Não haverá mais ameaça a Israel a partir da Faixa de Gaza. Para garantir isso, as Forças de Defesa de Israel [FDI] garantirão o controle da segurança em Gaza enquanto for necessário. Não concordarei em abrir mão do controle da segurança [na Faixa de Gaza] sob nenhuma circunstância”, afirmou Netanyahu.
Ele reiterou a posição de que, após o conflito, Israel manterá “controle de segurança geral, incluindo a capacidade de entrar sempre que quisermos eliminar terroristas”.
Além disso, destacou a rejeição de qualquer retorno do Hamas à Gaza, enfatizando a necessidade de uma autoridade que não promova o ódio contra Israel.
“Não haverá Hamas. Não haverá uma autoridade civil que eduque seus filhos para odiar Israel, para matar israelenses, para eliminar o Estado de Israel. Não pode haver uma autoridade que pague às famílias dos assassinos com base no número que eles mataram.”
Em 7 de outubro, o Hamas atacou Israel com mísseis e matou 1,4 mil pessoas, incluindo 300 militares.
Em resposta, os israelenses já mataram mais de 11 mil pessoas na Faixa de Gaza e bloquearam o fornecimento de água, comida, eletricidade, medicamentos e combustível no enclave.
Fonte: Sputinik BR