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Comunidade católica cobra do Iphan liberação da reforma da Igreja do Galo

Foto: Magnus Nascimento

 

Localizada no Centro Histórico de Natal e com um valor artístico e arquitetônico considerável, a estrutura em deterioração da Igreja de Santo Antônio, conhecida como Igreja do Galo, tem preocupado a comunidade católica no Rio Grande do Norte. A torre da igreja é o que desperta preocupação, que sofre com infiltrações e goteiras há alguns anos. A torre é justamente onde fica o galo de bronze que identifica a igreja. Representantes da Igreja Católica em Natal ingressaram com pedido de restauro junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que pede um projeto executivo do convento como um todo. No começo do mês, o teto de uma igreja histórica localizada no Pelourinho, em Salvador, desabou e matou uma turista de 27 anos, reacendendo o debate sobre conservações e manutenções de prédios históricos.

Situada no circuito histórico de Natal, a Igreja do Galo é uma das principais referências arquitetônicas e históricas da cidade, remontando à fundação e povoação da cidade de Natal. Sua arquitetura barroca chama a atenção de turistas, visitantes, estudantes de história e arquitetura e comunidade religiosa de Natal.

Segundo o Frei Abelardo Oliveira, presidente da Comissão de Arte Sacra, Construções e Restauro da Província Nossa Senhora da Penha do Nordeste do Brasil (PRONEB), as discussões sobre a restauração da igreja já acontecem há alguns anos na capital. Entre as intervenções necessárias, uma das mais urgentes é a consolidação interna da torre da igreja. Ele explica que a estrutura não apresenta risco de desabamento, mas necessita de um reforço interno uma vez que a infiltração tem comprometido a cúpula, tornando essencial uma ação preventiva para evitar danos progressivos.

“O projeto integral é bastante complexo e leva anos para ficar pronto. Como a cúpula da torre apresenta dificuldades, sobretudo de infiltração e é um material delicado, de argila, então requer cuidados, concluímos que precisaríamos fazer um projeto amplo de restauro, mas precisaríamos dessa intervenção pontual na cúpula da torre. Ela não apresenta risco de desabamento, mas necessita de reforço interno imediato porque a infiltração vai comprometendo a cúpula, tornando essencial uma ação preventiva para evitar danos progressivos”, cita.

Recentemente, a comissão conseguiu elaborar um projeto específico para estabilização interna da torre, protocolado no Iphan. De acordo com Frei Abelardo Oliveira, já existe um projeto expresso feito e protocolado no Iphan, com a aprovação sendo condicionada à finalização do projeto executivo completo.

“Queremos a sensibilização do Iphan para que libere o projeto de restauro da torre, porque é um elemento que pode ser restaurado independentemente dos outros. Não vai atrapalhar em nada, não vai interditar a igreja, o fluxo dos fiéis, e fará com que comecemos pela torre esse restauro. Com o trabalho dos fiéis já arrecadamos cerca de R$ 102 mil que seria nossa contrapartida para o restauro da torre”, disse o Frei Abelardo Oliveira.

Em relação ao projeto executivo de restauro da igreja como um todo, Frei Abelardo comenta que o processo ainda está em fase de cotação, uma vez que se trata de um projeto de alto custo e que requer empresas especializadas na área de restauro de bens históricos. Frei Abelardo conta que empresas já foram contatadas e apresentaram propostas de orçamento, porém ainda não houve escolha, pois não há verba disponível para dar andamento à contratação.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE demandou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

 

 

Fonte: Tribuna do Norte

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