Atuação de Toffoli incomoda ala do STF e ministros tentam blindar Tribunal

Foto: Carlos Moura

 

A atuação do ministro Dias Toffoli à frente do inquérito que investiga fraudes do Banco Master tem incomodado integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal), que passaram a discutir nos bastidores maneiras de evitar maiores desgastes à imagem da Corte.

A repercussão negativa a respeito das recentes decisões de Toffoli fez com que o ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal, antecipasse seu retorno para conversar com colegas e tentar debelar a crise de imagem do STF.

Fachin segue em férias, mas alegou a pessoas próximas que o “momento exige” sua presença em Brasília. O ministro tem buscado articular uma saída institucional para evitar uma crise na imagem do Tribunal.

Entre as alternativas discutidas pela ala crítica às decisões do magistrado está a devolução do processo à primeira instância. O argumento é de que não há, por ora, provas robustas contra o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA). A citação ao parlamentar na investigação é o motivo de o caso ter chegado ao STF.

A avaliação de ministros ouvidos pela CNN Brasil é de que a remessa do caso à primeira instância ajudaria a aliviar a pressão, retiraria o STF dos holofotes e manteria a validade das ordens dadas por Toffoli nas últimas semanas.

Toffoli, no entanto, tem dito a interlocutores que é preciso aguardar o avanço das investigações para identificar ou descartar a existência de provas contra o deputado mencionado.

O argumento é de que devolver o caso para a primeira instância, neste momento, sem essa confirmação seria medida açodada e poderia levar à nulidade do processo mais adiante.

A despeito de críticas internas de uma parcela do Tribunal, ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes têm respaldado a atuação de Toffoli. Os dois acreditam que o STF não pode ceder às pressões externas e internas e que o Tribunal tem cumprido seu papel.

 

Fonte: CNN Brasil

 

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