Gilmar Mendes nega isolamento de Moraes e diz que país seria ‘pântano institucional’ sem ação do ministro

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (6) que o ministro Alexandre de Moraes tenha ficado isolado na Corte após decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao Valor, Gilmar disse que Moraes segue tendo o apoio de colegas e que Brasil teria se tornado “um pântano institucional” sem a atuação do ministro.

“Não tem isolamento algum. Eu tenho muito orgulho de ter o Alexandre de Moraes como colega. O Brasil teria se tornado um pântano institucional não fosse a ação de Moraes”, disse após participar do fórum de saúde promovido pelos grupos EMS e Esfera.

O ministro lembrou o recente reconhecimento pelo general da reserva Mário Fernandes da autoria do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o sequestro e assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e de Alexandre de Moraes. Um “plano chocante”, ressaltou Gilmar.

O general Mário Fernandes admitiu a autoria no dia 25 de julho, durante interrogatório na Primeira Turma do STF. Fernandes faz parte do “núcleo dois” da trama golpista, que seria responsável por gerenciar ações para manter Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.

“A gente que é pacifico, que vive uma vida normal, há mais de 40 nós estamos vivendo uma vida normal, em que há sucessão política. Agora planeja-se a morte do Lula, do vice Alckmin e de Alexandre de Moraes. Isso acaba de ser reconhecido, confessado pelo general Fernandes. Nós estamos falando de coisas extremamente sérias, nós não estamos falando de um passeio no parque”, afirmou o ministro.

Gilmar defendeu ainda o trabalho de Moraes durante a pandemia de covid-19, na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no inquérito sobre fake news, em que Moraes é relator. “O Brasil deve muito a atuação dele durante todo esse período”, disse.

 

Fonte: Valor

 

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