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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (17) que, caso receba o passaporte, pode ir aos Estados Unidos para ‘negociar’ a taxação de 50% sobre produtos brasileiros com o presidente Donald Trump.
“Se o Lula sinalizar para mim, me der o passaporte, eu negocio com o Trump. Ele precisa conversar. Se não conversar, quem vai pagar um preço alto são os mais pobres”, afirmou.
Bolsonaro está sem passaporte desde fevereiro de 2024, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), como desdobramento do processo que apura a tentativa de golpe de Estado.
No passado, a devolução do documento já foi negada três vezes por Moraes. Um dos pedidos era voltado para a posse de Trump ao governo dos EUA.
Durante entrevista, o ex-presidente também afirmou não saber se Trump defende a anistia aos envolvidos em atos extremistas do 8 de Janeiro, mas defendeu que o Brasil conceda o pedido, caso isso seja apontado pelo norte-americano.
“Vocês dizem: ‘O Trump quer anistia’. Eu não sei o que ele quer. E se for o que ele quer, é muito? Se continuar 50%, todo mundo vai sofrer, especialmente os mais pobres. É muito ele pedir por anistia?”, afirmou.
Aliados de Bolsonaro têm alegado que a taxação pode ser suspensa caso a anistia seja aprovada no Brasil. De outro lado, há ponderação que o movimento seria uma interferência na política estrangeira.
Atualmente, o texto da proposta que tramita na Câmara poderia beneficiar o ex-presidente em uma eventual condenação. Nos bastidores, há debate por uma alternativa que alcance apenas os que participaram de atos, sem relação a Bolsonaro.
Fonte: R7