Escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes, detalha contrato com o Banco Master, de Vorcaro

 

O escritório de advocacia Barci de Moraes, que tem como sócios Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, e os filhos do casal, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes, divulgou nota nesta segunda-feira (9) em que explica o contrato firmado em 2024 com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, que foi rescindido em novembro de 2025, com a liquidação da instituição pelo Banco Central (BC) um dia após a prisão do banqueiro pela Polícia Federal.

Na nota, “o escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal)”.

“O Barci de Moraes Sociedade de Advogados tem uma trajetória de quase duas décadas prestando serviços altamente qualificados para grandes clientes, unindo visão jurídica e abordagem estratégica”, diz.

Segundo o texto, que não cita valores, o escritório foi contratado para realizar “ampla consultoria e atuação jurídica, por meio de uma equipe composta por 15 (quinze) advogados” e que “para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação”.

Em 9 de dezembro, a colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar, divulgou um arquivo digital apreendido pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro que diz que o contrato previa o pagamento de 36 parcelas no valor de R$ 3.646.529,77 mensais, num total de cerca de R$ 130 milhões em três anos.

A divulgação dos valores foi o estopim da guerra entre a Globo e Alexandre de Moraes, envolvendo a esposa, Viviane Barci. A disputa escalou na última semana, com a jornalista da Globo acusando Moraes de telefonar para Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro, o que foi negado pelo ministro.

Segundo a nota, durante o período em que o contrato estava vigente, o escritório de advocacia Barci de Moraes realizou “94 (noventa e quatro) reuniões de trabalho” com executivos do Master, sendo que 79 delas com as “superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance”

O neologismo, importado do inglês to comply, ganhou espaço em grandes empresas mundo afora como uma prática para se criar “padrões éticos” nas corporações para minimizar riscos, evitar fraudes e proteger sua reputação.

Fonte: Fórum

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