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Foto: João Gilberto
Os deputados estaduais do Rio Grande do Norte abriram, nesta terça-feira (3), os trabalhos legislativos de 2026, último ano da 63ª Legislatura, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A sessão marcou a retomada das atividades parlamentares com expectativas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas, à fiscalização dos demais poderes e ao enfrentamento de demandas históricas da população potiguar, como a seca que atinge principalmente o interior do Estado.
Durante a sessão, o deputado estadual Dr. Bernardo Amorim (PSDB) chamou atenção para a necessidade de manter o foco nos trabalhos legislativos ao longo do ano. Segundo ele, é essencial que o Parlamento preserve sua atuação institucional.
“É fundamental que assuntos externos não interfiram no funcionamento da Casa, pois todos nós temos compromisso com o Estado e com a população”, destacou.
Além do posicionamento institucional, Dr. Bernardo fez um pronunciamento enfático sobre a crise hídrica que afeta o Estado, especialmente as regiões Oeste e Seridó. O parlamentar cobrou providências urgentes do Governo do Estado e maior articulação com a bancada federal.
“Quero cobrar aqui, de forma veemente, providências do Governo do Estado no sentido de que possamos tomar atitudes urgentes para diminuir a problemática da seca que aflige a região do Oeste e quase todo o Rio Grande do Norte, em especial o Oeste e o Seridó, onde estão a pecuária e a agricultura, que são as maiores fontes de renda da região”, afirmou.
O deputado alertou que a estiagem já não atinge apenas a zona rural. Segundo ele, diversas cidades enfrentam sérios problemas de abastecimento de água, exigindo atenção especial da Companhia de Águas e Esgotos do Estado.
“Não só a seca está afligindo as pessoas que moram no campo, como normalmente acontecia. As cidades estão com problemas sérios de abastecimento. Temos acompanhado inúmeros municípios com dificuldades, e a Caern precisa ter uma atenção especial com essas localidades”, pontuou.
Dr. Bernardo também defendeu medidas emergenciais de apoio aos produtores, como subsídios federais para insumos essenciais à atividade rural.
“Era preciso que o Governo Federal e a bancada federal subsidiassem a soja, a torta e o milho, para que a gente não tivesse que passar pelo sofrimento que estamos passando com nossos pequenos produtores do Rio Grande do Norte”, acrescentou.