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Foto: AFP
Chegou a hora de pôr fim à guerra, aos bombardeios em Gaza, aos massacres e à população em fuga. Chegou a hora pois a emergência está em toda parte. Chegou a hora da paz porque estamos a momentos de não conseguir mais compreendê-la — declarou Macron no início do discurso. — É por isso que, fiel ao compromisso histórico do meu país com o Oriente Médio, com a paz entre israelenses e palestinos, declaro que hoje a França reconhece o Estado da Palestina.
Segundo o presidente francês, “a comunidade internacional consagrou o Estado de Israel, cumprindo o destino deste povo”, mas a “promessa de um Estado árabe permanece não cumprida até hoje”.
— A verdade é que temos responsabilidade coletiva por termos falhado até agora em construir uma paz justa e duradoura no Oriente Médio. Esta é a própria prova que nos foi imposta em 7 de outubro de 2023 — disse Macron. — Reconhecer os direitos legítimos do povo palestino não retira em nada os direitos do povo israelense, que a França apoia desde o primeiro dia (…) Precisamente porque estamos convencidos de que este reconhecimento é a única solução que trará paz a Israel.
Macron também condenou o antissemitismo e prestou homenagem aos mortos nos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
O reconhecimento é resultado de um processo de vários meses, nos quais a pressão internacional sobre Israel e os territórios palestinos escalou vertiginosamente. Alguns líderes europeus passaram a classificar abertamente as ações israelenses em Gaza de genocídio, e vários movimentos políticos foram realizados paralelamente. No domingo, Reino Unido, Canadá, Portugal e Austrália oficialmente reconheceram a Palestina, enquanto Andorra, Bélgica, Luxemburgo, Malta e San Marino devem acompanhar Paris nesta segunda.
— Reconhecer o Estado palestino hoje é a única maneira de encontrar uma solução política para uma situação que precisa acabar — afirmou o presidente francês antes do início da conferência.
Mais cedo, o Ministério do Interior da França apontou que ao menos 21 cidades francesas hastearam bandeiras da Palestina antes das 9h (4h em Brasília). A homenagem, que contraria uma recomendação do próprio governo francês, ocorre em um momento em que a condenação internacional a Israel pela guerra na Faixa de Gaza cresce em todo o mundo, incluindo nos países ocidentais — apesar da Europa avançar lentamente em medidas concretas, enfrentando relutância de Alemanha e Itália.
Fonte: O Globo