Trump ignora que empresas americanas participam do Pix

Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP

 

A investida do governo dos Estados Unidos contra o Pix, supostamente por concorrência desleal, ignora o fato de que empresas americanas de tecnologia têm envolvimento fundamental neste método de pagamentos, que caiu no gosto dos brasileiros.

De fato, o Pix desafia os interesses de empresas americanas de cartão de crédito, conforme mostramos ontem na coluna. Ao mesmo tempo, é uma tecnologia totalmente nova, bem estruturada e que conta com gigantes do porte de Amazon e Microsoft.

O envolvimento dos EUA no Pix

O Pix foi pensado como um projeto de infraestrutura. Em vez de TED e DOC, por exemplo, o Banco Central se valeu da internet, transações totalmente digitais e diversas camadas de segurança. Tudo isso só é possível com o envolvimento de várias empresas.

De forma simplificada, o dinheiro precisa percorrer um caminho da conta de origem até a de destino. Tal qual uma mensagem no WhatsApp, esta informação deve trafegar por servidores (ou seja, computadores centrais) em diversos pontos.

É nessa hora que entra em cena a Amazon Web Services (AWS), braço de computação em nuvem da gigante de varejo Amazon. Este é um dos projetos mais bem-sucedidos de Jeff Bezos, com receita de US$ 29,3 bilhões somente no primeiro trimestre.

O Banco Central contrata os serviços da AWS para que as transações do Pix sejam computadas de maneira eficiente e escalável. Ou seja, conforme elas aumentam, a infraestrutura contratada também passa por ajustes para dar conta da expansão.

Isso seria impossível no modelo anterior, que exigiria grandes computadores (os tais dos mainframes) instalados fisicamente dentro de algum prédio do Banco Central.

Há relatos de que o contrato do BC com a Amazon chegue a milhões de reais por ano. A coluna tentou contato, mas não obteve uma resposta do órgão brasileiro.

Fonte: CBN

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