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Foto: Bloomberg
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone nesta quinta-feira, segundo a mídia estatal chinesa, em meio a tensões comerciais que abalaram as relações entre as duas maiores economias do mundo. Com a notícia, o dólar ampliou a queda, para R$ 5,5972, desvalorização de 0,84%, por volta de 10h25.
A ligação entre os líderes marcou o primeiro contato formal conhecido desde que Trump assumiu o cargo. A última conversa conhecida entre Trump e Xi ocorreu em janeiro, antes da posse do presidente americano.
As relações entre os dois rivais se deterioraram nas últimas semanas, com ambos os lados acusando o outro de violar a trégua comercial que havia reduzido as tarifas. Analistas de mercado estavam esperançosos de que uma possível conversa abrisse caminho para uma saída negociada do impasse comercial.
De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua, a ligação ocorreu a pedido de Trump. A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os futuros das ações dos EUA dispararam para o pico da sessão após a ligação ser divulgada.
Trump tem afirmado há muito tempo que conversas diretas com Xi são a única forma de resolver as diferenças entre as nações, mas o líder chinês vinha se mostrando relutante em falar por telefone com seu homólogo americano — preferindo que assessores conduzissem as negociações sobre questões-chave.
Os Estados Unidos e a China haviam chegado a um acordo para suspender temporariamente parte das tarifas que entraram em vigor a partir de abril sobre as importações um do outro. A escalada tarifária havia elevado as taxas sobre os produtos americanos para 125% e as dos chineses, para 145%.
Após dois dias de reuniões em Genebra, representantes de Washington e Pequim concordaram com uma trégua, reduzindo as tarifas para 30% e 10%, respectivamente, por 90 dias. Na ocasião, comprometeram-se a continuar as negociações visando alcançar um acordo comercial.
No entanto, a tensão tem se acirrado. Havia uma expectativa do governo americano que a China afrouxasse controles sobre exportações de produtos como terras-raras, essenciais para a indústria automotiva e de tecnologia. Mas isso não aconteceu.
Fonte: O Globo