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Foto: Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
A oposição ao governo Lula (PT) reagiu com indignação à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 33 nomes. Após dias de expectativa, a denúncia foi divulgada na noite desta terça-feira (18/2), e será encaminhada ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Prontamente, o líder da oposição no Senado Federal e ex-ministro do Desenvolvimento Regional de Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), divulgou nota em que afirma que a denúncia formalizada “não nos causa surpresa”.
“A própria imprensa, por meio de vazamentos seletivos, já anunciava, inclusive, a pena que seria pedida. Certos de sua inocência, esperamos com serenidade que a justiça seja feita e que, finalmente, sejam observados os princípios do juízo natural, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal”, disse Marinho.
O ex-chefe da Casa Civil de Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), publicou em suas redes sociais uma repetição da frase: “Bolsonaro é um homem honesto, de bem e inocente”.
Horas antes de ser denunciado, Bolsonaro esteve no Congresso para defender a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. Ele disse que não estava preocupado com a possível denúncia, que foi formalizada apenas na noite desta terça.
“Eu não tenho nenhuma preocupação com essas acusações, zero”, disse Bolsonaro a jornalistas, depois de almoçar com senadores da oposição.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), chamou de “absurda” a denúncia. “Isso não é justiça, é GUERRA POLÍTICA! Querem prender o maior líder da direita e calar milhões de brasileiros. Se acham que vamos aceitar de cabeça baixa, estão muito enganados! O Brasil NÃO é Cuba!”, escreveu ele.
A líder da Minoria na Câmara, Carol De Toni (PL-SC), afirmou que há no país uma “perseguição política” contra a liderança de Bolsonaro.
“A perseguição política no Brasil tem patronos – e todos sabem quem são. Hoje, o maior líder deste país torna-se formalmente vítima da ditadura. Um processo cujos fundamentos são claramente políticos demonstra que o Estado Democrático de Direito não passa de letra morta”, disse De Toni em pronunciamento à imprensa.
A liderança da oposição na Câmara dos Deputados, por sua vez, divulgou uma nota de repúdio à denúncia. “É imperativo destacar que tal denúncia carece de fundamentação jurídica sólida e parece estar alicerçada em interpretações subjetivas, desprovidas de evidências concretas que sustentem as graves acusações imputadas”, diz trecho da nota.
A liderança criticou a celeridade com que a Polícia Federal concluiu o inquérito e encaminhou relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF): “Sem a devida observância dos direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa” diz. Conforme o texto, assinado pelo deputado federal Zucco (PL-RS), o fato “suscita questionamentos acerca da imparcialidade e da isenção necessárias em investigações dessa natureza”.
A liderança da oposição também reafirma seu apoio a Bolsonaro. Conforme Zucco, o ex-presidente é “um líder que sempre se pautou pelo respeito à Constituição e ao Estado Democrático de Direito”, destacou.
Fonte: Metrópoles