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Falta de acessibilidade e discurso vazio, marcaram a mensagem anual do prefeito Paulinho Freire, Por Thabatta Pimenta

 

A mensagem anual do prefeito, esperada com expectativa pela população, acabou se revelando um discurso vazio, repleto de palavras soltas que não trouxeram clareza ou compromisso real com as questões mais urgentes que nossa cidade enfrenta. Entre os pontos mencionados, temas como diversidade, acessibilidade e a situação das pessoas em vulnerabilidade social foram utilizados meramente como recheio, sem qualquer profundidade ou compromisso genuíno. Ao final de seu discurso, o prefeito chegou a afirmar que “vem aí o novo PRAE”, mas não ofereceu qualquer explicação sobre como será essa modernização. Essa falta de detalhes deixou a todos nós questionando a seriedade de suas promessas.

É irônico ouvir o prefeito falar sobre um “olhar sensível” para as questões sociais, especialmente quando, em seis mandatos, ele apresentou apenas um projeto de lei voltado para as pessoas com deficiência. Essa clara falta de ação prática evidencia a distância entre a retórica e a realidade enfrentada por aqueles que realmente precisam de apoio e inclusão.

A situação na câmara durante a sessão foi outro retrato da desconsideração do governo. Ao chegar com meu irmão Ryan, que possui mobilidade reduzida, nos deparamos com a total falta de acessibilidade. O elevador não comportava a cadeira de rodas e, para nossa surpresa, não havia qualquer assessor disponível para oferecer suporte. Infelizmente, Ryan acabou se machucando em meio a essa situação desastrosa. Para completar, os insumos para primeiros socorros não haviam chegado. tornando o ambiente ainda mais insalubre e inadequado para um espaço que deveria ser acessível a todos.

Durante a sessão, de acordo com relatos, um servidor da prefeitura aplaudindo o discurso do prefeito, mas sua empolgação foi manchada por um ato de agressão: ele cometeu injúria racial e religiosa contra a vice-presidente da UMES. Esse episódio chocante expõe a falta de respeito e a intolerância que permeiam a administração, revelando um governo que, além de não se preocupar com a inclusão, também não respeita a diversidade que tanto se propõe a defender.

Iniciamos os trabalhos legislativos sentindo na pele o peso de um governo vazio, refletido na mensagem anual que, em vez de mobilizar e inspirar a população, se revelou um mero blábláblá sem significado. É preciso que busquemos um compromisso real com a transformação social e que nossas vozes sejam ouvidas, não apenas como eco de palavras vazias, mas como um clamor por mudanças efetivas e inclusivas. A cidade merece mais do que discursos; merece ações concretas que promovam a dignidade e a igualdade para todos.

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